Micose é um daqueles problemas que ninguém coloca na mala quando pensa em férias, praia, piscina e dias ensolarados, mas que costuma aparecer justamente nessa época do ano.
Com o calor, o aumento da transpiração e o contato frequente com ambientes úmidos, o verão cria as condições ideais para a proliferação dos fungos responsáveis pelas micoses.
A boa notícia é que, na maioria das vezes, pequenas mudanças de hábito podem reduzir bastante o risco de desenvolver o problema. Afinal, ninguém quer que coceira, manchas ou descamações atrapalhem os dias de descanso.
As malas estão prontas, o protetor solar já está separado e a programação inclui praia, piscina e muito tempo ao ar livre. Mas existe um visitante indesejado que também costuma aproveitar essa combinação de calor e umidade: os fungos.
Muitas pessoas acreditam que a praia ou a piscina "causam" a micose, mas isso não é exatamente verdade. Os fungos responsáveis por diversas formas de micose já fazem parte do ambiente e, em alguns casos, até da própria flora natural da pele. O que acontece é que o verão oferece o cenário perfeito para que eles se multipliquem com mais facilidade.
Suor, roupas molhadas, permanência prolongada em ambientes abafados e maior circulação em locais compartilhados contribuem para aumentar o risco de desenvolvimento das chamadas micoses de verão.
Por isso, entender como elas surgem e quais hábitos ajudam na prevenção é uma das melhores formas de aproveitar as férias com tranquilidade.
Antes de tudo, vale entender o que é micose. O termo é utilizado para descrever infecções causadas por fungos que podem atingir a pele, unhas, couro cabeludo e outras regiões do corpo.
Esses micro-organismos encontram nas áreas quentes e úmidas as condições ideais para crescer e se multiplicar. E é justamente isso que acontece durante o verão.
As temperaturas mais elevadas aumentam a produção de suor, enquanto roupas de banho, roupas esportivas e tecidos úmidos permanecem por mais tempo em contato com a pele. Além disso, praias, piscinas, academias, clubes e vestiários tornam-se mais frequentados durante esse período
Outro fator importante é o atrito constante em determinadas regiões do corpo, especialmente nas dobras, onde a ventilação é menor e a umidade tende a permanecer por mais tempo.
Em resumo, o verão não cria os fungos, mas oferece o ambiente perfeito para que eles se proliferem e provoquem sintomas.
Existem diferentes tipos de *micose de pele*, mas algumas delas se tornam especialmente comuns durante os meses mais quentes do ano.
Popularmente conhecida como pano branco ou até mesmo como "micose de praia", a pitiríase versicolor provoca manchas que podem ser claras, escuras ou levemente avermelhadas, geralmente acompanhadas de uma descamação discreta.
As regiões mais acometidas costumam ser costas, ombros, braços e tórax.
Existe um mito bastante difundido de que a praia provoca esse tipo de micose. Na realidade, o fungo já está presente na pele de muitas pessoas e o problema surge quando ocorre uma proliferação excessiva desse micro-organismo.
O bronzeamento da pele ao redor das lesões faz com que as manchas fiquem mais evidentes, dando a impressão de que surgiram após a exposição solar.
A frieira, também chamada de pé de atleta, é uma das formas mais comuns de micose durante o verão.
Ela costuma provocar descamação, coceira, vermelhidão e pequenas fissuras entre os dedos dos pés. Em alguns casos, pode causar ardência e desconforto significativo.
O problema está frequentemente associado ao uso prolongado de calçados fechados, ao suor excessivo e à permanência dos pés em ambientes úmidos.
Andar descalço em vestiários, chuveiros coletivos e áreas ao redor de piscinas também aumenta o risco de contaminação.
Esse tipo de micose acomete principalmente áreas onde existe retenção de suor e maior atrito entre as superfícies da pele.
As regiões abaixo das mamas, axilas, virilhas e dobras abdominais estão entre as mais afetadas.
Os sintomas incluem vermelhidão intensa, ardência, coceira e desconforto, especialmente nos dias mais quentes.
Pessoas que praticam atividades físicas, permanecem muitas horas ao ar livre ou apresentam transpiração intensa podem ser mais suscetíveis ao problema durante o verão.
Muitas situações comuns das férias acabam favorecendo, sem percebermos, o desenvolvimento das micoses.
Uma delas é permanecer durante horas com o traje de banho molhado após sair do mar ou da piscina. O tecido úmido em contato prolongado com a pele cria um ambiente ideal para a multiplicação dos fungos.
Outro hábito bastante comum é caminhar descalço em vestiários, banheiros públicos, saunas e chuveiros compartilhados. Esses locais podem servir como fonte de transmissão de diversos tipos de fungos.
O compartilhamento de toalhas, cangas e roupas também merece atenção. Embora pareçam práticas inofensivas entre familiares e amigos, elas podem facilitar a disseminação de micro-organismos.
Até mesmo os calçados podem desempenhar um papel importante. Permanecer muitas horas com tênis fechados após atividades físicas ou passeios na praia favorece o acúmulo de suor e reduz a ventilação dos pés.
Além disso, roupas esportivas úmidas após caminhadas, corridas ou exercícios também podem aumentar o risco de irritações e infecções fúngicas.
A prevenção das micoses costuma ser simples e pode começar ainda antes da viagem.
Levar uma muda de roupa seca para a praia é uma medida simples, mas extremamente eficaz.
Permanecer horas com o biquíni, maiô ou sunga molhados aumenta a umidade sobre a pele e favorece a proliferação dos fungos.
Sempre que possível, troque o traje de banho por roupas secas após sair da água.
Existe uma regra simples que merece ser levada a sério: banheiros públicos, vestiários e áreas próximas às piscinas não combinam com pés descalços.
Os chinelos funcionam como uma importante barreira física contra os fungos presentes nesses ambientes.
Esse cuidado é especialmente importante para a prevenção da frieira.
Após o banho, muitas pessoas secam rapidamente apenas as áreas mais visíveis do corpo e esquecem regiões fundamentais.
Entre os dedos dos pés, virilhas, axilas, região abaixo das mamas e outras dobras corporais merecem atenção especial.
Quanto menor for a umidade residual nessas regiões, menor será a chance de proliferação dos fungos.
Toalhas, cangas, saídas de praia e roupas devem ser de uso individual.
Da mesma forma, evitar sentar diretamente na areia sem uma proteção também pode ser uma medida interessante, especialmente em praias muito movimentadas.
São cuidados simples que fazem diferença ao longo do verão.
Nem toda mancha ou coceira é uma micose, e nem toda micose apresenta exatamente os mesmos sintomas.
Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para que o tratamento seja realmente eficaz.
Um erro bastante comum é recorrer à automedicação e utilizar pomadas indicadas por conhecidos ou compradas diretamente na farmácia sem orientação médica.
Isso se torna ainda mais preocupante quando essas formulações contêm corticoides. Embora possam reduzir temporariamente a vermelhidão e a coceira, esses medicamentos podem mascarar os sintomas e favorecer a progressão da infecção fúngica.
Em alguns casos, o quadro se torna mais extenso e mais difícil de tratar justamente por causa do uso inadequado dessas medicações.E caso algum sintoma apareça, procurar avaliação médica precocemente é sempre a melhor escolha.
A Clínica Ornate, localizada em Teresina - PI, oferece diagnóstico e acompanhamento para casos de micose sob orientação da Dra Anna Carolina Vaz, proporcionando avaliação individualizada e tratamento adequado para cada paciente.
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