A flacidez da pele pode se tornar mais perceptível após uma perda significativa de peso, especialmente quando o emagrecimento acontece de forma rápida.
Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, ganharam espaço no tratamento da obesidade e de outras condições relacionadas ao metabolismo.
Com a redução do peso, porém, algumas pessoas percebem mudanças no contorno do rosto e do corpo, incluindo perda de volume e maior sobra de pele.
Essa relação merece ser entendida com cuidado. As canetas emagrecedoras não causam diretamente a flacidez. O que pode contribuir para essa mudança é principalmente a redução de gordura que ocorre durante o processo de emagrecimento.
Quando o volume diminui rapidamente, a pele pode não acompanhar essa transformação, tornando a perda de firmeza mais evidente.
A flacidez da pele está relacionada à perda de firmeza e sustentação dos tecidos. Ela acontece quando as estruturas responsáveis por manter a pele mais firme e elástica sofrem alterações ao longo do tempo ou diante de mudanças importantes no volume dos tecidos.
Colágeno e elastina têm um papel importante nesse processo. O colágeno contribui para a estrutura e sustentação da pele, enquanto a elastina está relacionada à sua capacidade de retornar à posição original. A gordura localizada em determinadas regiões também ajuda a preencher e sustentar os tecidos.
Por isso, quando há uma redução significativa desse volume, a aparência da pele pode mudar. No rosto, por exemplo, a perda de gordura pode deixar algumas áreas mais vazias e modificar o contorno facial. No corpo, pode haver maior sobra de pele e redução da firmeza em regiões como abdômen, braços e coxas.
As chamadas canetas emagrecedoras incluem medicamentos que atuam em mecanismos relacionados à saciedade e ao controle metabólico. Entre eles estão medicamentos que mimetizam a ação do GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo organismo.
Os análogos de GLP-1 podem aumentar a sensação de saciedade, retardar o esvaziamento do estômago e estimular a liberação de insulina. Eles são utilizados, conforme indicação médica, principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
O ponto importante é que esses medicamentos podem favorecer uma perda significativa de peso em pessoas que respondem ao tratamento. Com a redução do peso, ocorre também diminuição da gordura corporal. É essa mudança de volume que pode estar relacionada à percepção de flacidez.
Imagine uma roupa que antes preenchia completamente um determinado espaço. Se o volume interno diminui rapidamente, o tecido externo pode ficar mais solto. Algo semelhante pode acontecer com a pele após uma perda importante de gordura: ela pode apresentar maior sobra ou perder parte do suporte que tinha anteriormente.
Por isso, dizer que as canetas emagrecedoras “causam flacidez” de maneira direta simplifica demais a questão. A relação está principalmente no processo de emagrecimento e na quantidade e velocidade da perda de volume.
A pele possui capacidade de adaptação, mas essa capacidade não é igual para todas as pessoas. Quando o corpo perde peso, especialmente em uma quantidade expressiva, os tecidos precisam se adaptar a um novo volume.
Quanto maior for a redução de gordura e mais rápida for essa transformação, maior pode ser a percepção de sobra de pele ou perda de firmeza em algumas regiões. Isso não significa, entretanto, que todo mundo que emagrece rapidamente terá flacidez importante.
A idade, a genética, a elasticidade natural da pele, o tempo em que a pessoa permaneceu acima do peso e a quantidade de peso perdida são alguns dos fatores que podem influenciar esse resultado.
Por isso, a avaliação deve considerar a história e as características individuais de cada pessoa, em vez de atribuir a flacidez exclusivamente ao medicamento utilizado para emagrecer.
O rosto pode apresentar mudanças bastante perceptíveis depois de uma perda significativa de peso. Isso acontece porque a gordura facial participa do preenchimento e da sustentação dos tecidos, contribuindo para o contorno e para a aparência de determinadas regiões.
Com a redução desse volume, as bochechas podem parecer menos preenchidas, as maçãs do rosto podem ficar menos evidentes, com aspecto emagrecido, e a região da mandíbula pode perder parte da definição. As têmporas também podem apresentar redução de volume em algumas pessoas.
Além disso, a perda de sustentação pode fazer com que determinadas linhas e sulcos se tornem mais aparentes. É o que muitas pessoas descrevem como uma aparência de rosto mais “murcho” ou “derretido” após o emagrecimento.
Nessas situações, o objetivo de um tratamento dermatológico não é simplesmente devolver todo o volume perdido. A proposta deve considerar o equilíbrio do rosto, sua anatomia e a necessidade de recuperar pontos estratégicos de sustentação e contorno.
No corpo, a perda de peso também pode deixar a pele com aparência menos firme. Abdômen, braços, coxas e glúteos estão entre as regiões em que essas mudanças podem ser percebidas.
A intensidade varia bastante. Em algumas pessoas, a pele consegue se adaptar relativamente bem à redução do volume. Em outras, principalmente após uma grande perda de peso, pode existir uma sobra de pele mais evidente.
A quantidade de gordura perdida é apenas um dos fatores envolvidos. A elasticidade da pele, a idade, a genética e a velocidade do emagrecimento também podem influenciar a aparência final.
Não. O uso de canetas emagrecedoras não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá flacidez da pele.
O resultado depende de uma combinação de fatores. A quantidade de peso perdida, a velocidade do emagrecimento, a idade, as características individuais da pele, a genética e a quantidade de gordura eliminada podem influenciar o grau de alteração percebido.
Também é importante considerar onde ocorreu a perda de gordura. Uma pessoa pode apresentar mudanças mais visíveis no rosto, enquanto outra percebe maior flacidez no abdômen, nos braços ou em outras regiões corporais.
Por isso, não existe uma regra única para todas as pessoas que passam por um processo de emagrecimento.
Embora não seja possível garantir que a flacidez será evitada, alguns cuidados podem contribuir para a manutenção da saúde da pele e da composição corporal durante o emagrecimento.
O primeiro deles é realizar o processo de perda de peso com acompanhamento médico. O profissional pode acompanhar a evolução do tratamento e avaliar a velocidade e a quantidade de peso perdido.
A alimentação também merece atenção. Uma dieta equilibrada, com ingestão adequada de proteínas conforme as necessidades individuais e orientação profissional, contribui para a manutenção da massa muscular e para uma boa nutrição durante o processo.
A prática de atividade física, especialmente exercícios de força quando liberados, também pode ajudar na manutenção da massa muscular e na composição corporal. Além disso, hidratação adequada, cuidados com a pele e proteção solar fazem parte de uma rotina importante para preservar sua qualidade.
Esses cuidados não impedem necessariamente o aparecimento da flacidez, mas podem fazer parte de uma abordagem mais completa durante o emagrecimento.
Quando a flacidez da pele já está presente, existem diferentes possibilidades de tratamentos estéticos e dermatológicos.
Esses procedimentos são também indicados de forma preventiva, especialmente a partir do início do uso das canetas emagrecedoras, ajudando a preservar a qualidade, a firmeza e a sustentação da pele ao longo do processo de emagrecimento.
Os bioestimuladores de colágeno são utilizados com o objetivo de estimular a produção de colágeno pelo organismo. Com o passar do tempo, esse estímulo pode contribuir para melhorar a firmeza e a qualidade da pele.
Eles podem ser considerados em diferentes situações de flacidez, mas a indicação deve ser feita após avaliação individual.
Os fios de PDO também podem ser utilizados em determinados casos para auxiliar na sustentação dos tecidos e estimular a produção de colágeno.
A indicação depende das características da pele e da região a ser tratada. Por isso, uma avaliação profissional é importante para determinar se essa é uma alternativa adequada.
O ácido hialurônico pode ter diferentes funções dentro de um planejamento de tratamento facial. Uma delas está relacionada aos pontos de sustentação, que funcionam como pilares da estrutura.
Nessa abordagem, o ácido hialurônico pode ser aplicado em planos mais profundos, próximos às estruturas ósseas, para devolver suporte a determinadas áreas que perderam volume.
O objetivo é melhorar a sustentação e o contorno facial, podendo proporcionar um efeito de lifting sem depender apenas do preenchimento superficial.
Já o preenchimento é o acabamento. O ácido hialurônico pode ser utilizado em camadas mais superficiais para ocupar espaços específicos, suavizar uma ruga, melhorar o volume dos lábios ou tratar um sulco, como o chamado “bigode chinês”.
As duas estratégias podem fazer parte de um planejamento integrado, mas não são necessariamente indicadas para todas as pessoas. O tratamento deve respeitar a anatomia e as necessidades de cada rosto, evitando excesso de volume ou alterações artificiais.
Para quem percebeu alterações no rosto ou no corpo depois de um processo de emagrecimento, uma avaliação individual pode ajudar a entender o que mudou e quais possibilidades de tratamento fazem sentido para cada caso.
A Clínica Ornate, localizada em Teresina - PI, oferece procedimentos estéticos voltados ao tratamento da flacidez da pele, incluindo bioestimuladores de colágeno, fios de PDO e estratégias com ácido hialurônico para sustentação e preenchimento.
Os tratamentos são realizados sob os cuidados da Dra. Anna Carolina Vaz (CRM PI 2585), considerando as características, necessidades e objetivos de cada paciente. Dessa forma, é possível avaliar a perda de volume, o grau de flacidez e a melhor estratégia para recuperar a firmeza e a harmonia da pele após o emagrecimento.
*Não aceitamos planos de saúde